Seminário: A Escola Pública do Futuro
SPZN promoveu Seminário com Diretores
A direção distrital de Braga do SPZN promoveu , ontem na Escola Secundária D. Maria II em Braga, uma reunião com diretores de escolas /agrupamentos do Distrito.
Na reunião, que contou com a presença do Secretário Geral da FNE João Dias da Silva, estiveram algumas dezenas de diretores interessados em ouvir as posições do SPZN/FNE a respeito da autonomia e gestão das escolas.
João Dias da Silva falou da redefinição de competências dos órgãos (conselho pedagógico, conselho geral e director).
Assim, os presentes ficaram a saber que o SPZN/FNE defende:
- Alteração da composição do conselho pedagógico, de forma a ter competências de supervisão da actividade do director, logo só com docentes.
- Que os departamentos curriculares devem ser consultados na escolha do director de departamento curricular.
- A gestão das AEC deverá ser garantida pelas escolas e não pelas autarquias.
- O funcionamento das escolas não deverá ser assegurado pelo recurso CEI (anteriores POC).
O Secretário Geral da FNE falou ainda da importância do fortalecimento da autonomia das escolas que se traduz por uma maior responsabilização de quem as dirige no que respeita à prestação de contas.
No período de debate, foi referido pela diretora da Escola André Soares que “ não podemos fortalecer algo que não sentimos” referindo-se à autonomia que não sente no seu desempenho diário.
Ficaram também expressos alguns receios em relação ao assumir da autonomia , ao fim de estruturas de suporte às direções como é o caso Das DRE’s.
Em resposta às questões colocadas e aos receios suscitados, João Dias da Silva referiu que existem perigosidades na eliminação dos elementos intermediários entre escolas e o MEC, mas também que “a autonomia dá muito trabalho”… A autonomia “exige recursos e equipas de apoio” – referiu.
A avaliação de desempenho docente foi também referida como um elemento perturbador do funcionamento das escolas, nos moldes em que decorreu. O modelo não pode ser este, é inaplicável – foi referido.
O Secretário Geral da FNE concluiu dizendo que “os professores não estão motivados nas escolas. As mudanças não se fazem sem as pessoas estarem motivadas”. Em relação às políticas educativas afirmou que “em Portugal não se faz a avaliação das políticas educativas, muda-se por mudar.”
Porto, 29 de Novembro de 2011
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